Lamentação fora do Muro
Estou sem fala
Estou sem letras
Queria o sorriso
Do Chico Buarque
O Buarque, o gênio que sorri
Que guarda a ternura no rosto
A ternura que eu já perdi
E eu que sou mais moço .....
Estou rabugento , envelheci?
Ela era meu tesouro
Sim , era sim , minha ternura era meu tesouro
Meio suja ,mal passada, quase pura
Quase Omo , quase Branca , quase santa
Meu ouro maciço
Meu viço
Minha dignidade
Minha ingenuidade
Minha complacência
Com os horrores da Terra
Cansei .
Pra que tanta Guerra
Por que tantos Cunhas ?
Por que tantas e tantos ?
Tudo isto embrulhado , meio na marra
Em nome de Deus
Em nome de Abraão
Em nome de Alá
Em nome de Buda
Que Deus que será ?
Ontem eu vi
Na telinha , espantado
O Muro
" O Muro sim "
"O das Lamentações"
Pessoas rezando , pedindo , chorando , implorando
Será que ele atende ?
E eu que na ternura perdida
Nada pedia e nem precisava
Achava que
A tal Prometida Terra
Era o chão de todos
Ingênuo por ser menino
Olhava o Campo do lado
Do lado da minha casa
E sorria, brincando feliz , entre árabes , judeus negros
E quem mais viesse
" Batia Bola " gastava o tempo
Ganhava o tempo
Que era meu , era seu , era nosso ,era ação
Ora-ção
O campo tão pequeno , pequeno e verdinho
A " Terra Prometida ,
Simples " Alcançada "
Cheia de " Graça "
Apenas um Deus
Totalmente esquecido
Por não precisar ser lembrado
Talvez contente
Olhasse a bola , como se fosse gente
Talvez tivesse
A " fome de bola "
Do olhar dos meninos
Querendo brincar.
Brincar somente
Cansado de Guerra
Cansado dos Homens
Mordedores de Maças
Mordendo tudo ao alcance
Insaciáveis no Poder
Insaciáveis no Pedir
Insaciáveis nos lamentos
Insaciáveis em tudo
Ad Eternum
Prá Voracidade
Estou sem letras
Queria o sorriso
Do Chico Buarque
O Buarque, o gênio que sorri
Que guarda a ternura no rosto
A ternura que eu já perdi
E eu que sou mais moço .....
Estou rabugento , envelheci?
Ela era meu tesouro
Sim , era sim , minha ternura era meu tesouro
Meio suja ,mal passada, quase pura
Quase Omo , quase Branca , quase santa
Meu ouro maciço
Meu viço
Minha dignidade
Minha ingenuidade
Minha complacência
Com os horrores da Terra
Cansei .
Pra que tanta Guerra
Por que tantos Cunhas ?
Por que tantas e tantos ?
Tudo isto embrulhado , meio na marra
Em nome de Deus
Em nome de Abraão
Em nome de Alá
Em nome de Buda
Que Deus que será ?
Ontem eu vi
Na telinha , espantado
O Muro
" O Muro sim "
"O das Lamentações"
Pessoas rezando , pedindo , chorando , implorando
Será que ele atende ?
E eu que na ternura perdida
Nada pedia e nem precisava
Achava que
A tal Prometida Terra
Era o chão de todos
Ingênuo por ser menino
Olhava o Campo do lado
Do lado da minha casa
E sorria, brincando feliz , entre árabes , judeus negros
E quem mais viesse
" Batia Bola " gastava o tempo
Ganhava o tempo
Que era meu , era seu , era nosso ,era ação
Ora-ção
O campo tão pequeno , pequeno e verdinho
A " Terra Prometida ,
Simples " Alcançada "
Cheia de " Graça "
Apenas um Deus
Totalmente esquecido
Por não precisar ser lembrado
Talvez contente
Olhasse a bola , como se fosse gente
Talvez tivesse
A " fome de bola "
Do olhar dos meninos
Querendo brincar.
Brincar somente
Cansado de Guerra
Cansado dos Homens
Mordedores de Maças
Mordendo tudo ao alcance
Insaciáveis no Poder
Insaciáveis no Pedir
Insaciáveis nos lamentos
Insaciáveis em tudo
Ad Eternum
Prá Voracidade
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