sábado, 24 de outubro de 2015

Aprendendo com meu vizinho
Que me faz rir de gargalhar
Com suas interpretações
Estou quase no ponto do Perdão 
Mais um pouco não serás Nada
Insignificante
Aí o meu coração vagabundo
Sorrirá ao te ver passando
Ou melhor, pedirá um papo destes, curtinhos
E acaso você aceitando
Olharei seu olho, e verei certamente, como agora tu és
Uma representante do Nada
Do Nada consta
Ironicamente eu talvez
Mas com certeza feliz
Estufarei o peito com prazer de alforriado
Sem ódio , sem ser ator ,
No tom certo
Suave e seco
Finalmente te direi
Sabe aquilo me fez ?
Há muitos anos perdoei
E por falar a verdade
Verei sua cara espantada
Apagando a cor de seu rosto
Em seguida
Com a educação que não tinha
Assim depois, de tudo posto
Do perdão enunciado
Dobrarei a esquina
O coração aliviado , os pés enfim libertados
No horizonte o caminho
O novo , O belo , O possível viver
Meu vizinho disse assim
Com a cara sabida que tem
"Perdoar é esquecimento
Não é ato de bondade
Perdoa-se o limbo
O vazio
O que nada mais lhe serve
Perdoa-se o travestido de joia
Que hoje notas ser lixo!