segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Voltar a escrever com lápis
Lápis preto
Poder usar o apontador
E deixar o lápis com a ponta fina
Quando escrever da dor

Quando escrever apontamentos
Que sejam intenções melhores-,promessas e preces
que a-ponta se aponte grossa, usarei o fio da faca
prá que fique vestígios, pois ei que surge

a borracha
na unicidade
com o lápis preto

Embricados, casamento perfeito,
Amiga boa ,conselheira,
corrigindo seus erros
Despertando a lucidez

Errei muito na vida
Convivendo com canetas
e as vezes lápis de cores
Escrevia sem esforço
pintei escrevi e bordei

Quero o lápis, o preto
Da tenra infância
Quero no reconhecer dos erros
Ter tempo para apagá-los

E poder viver o VIR A SER
o hoje
o que daqui 2 horas
amanhecerá

sábado, 25 de fevereiro de 2017

RETIRO ESPIRITUAL 1
sou mais forte do que penso
sou mais fraco do que pensas
sou algo suspenso , advertido 
por ter abusado do tempo
por ter sido um perdido
não tenho medo do amanhâ
tenho medo deste segundo
das vozes do meu coração
das vozes noturnas , das sistoles descontroladas
cortadas pelo barulho
do estranho computador ...
sem nexo , vou tentar dormir
tentar dormir
feliz do homem que sonha ,as vezes sonho
que seja
AVISO
estou tão estranho , já não uso óculos
pareço um outro , que não bebe , e nem carece
já não reclama
já não grita
já não chama
as vezes monge , as vezes eremita
a chama do fogo se foi
o gelo infernal do verão de são paulo
me frita .

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Vovô- Fui lembrar de você . tempos idos , agora está com dez anos ..O tempo passa mais rápido quando se é avô

-A terra fica parada vô?
-Ela gira o tempo todo
-E ela não fica tonta ?
-Fica como todo mundo
-Mas eu não fico tonto vovô
-Como não fica tonto - você perguntou da terra , da tontura da terra , não foi ?
-É que minha professora ficou tonta um dia .
-Entendi desculpe , se sua professora fica , a terra também pode ficar , a terra também sabe tudo
-Você fica tonto Vovô
-Não eu não fico
Ah!
Quer sorvete menino ?
-Quero de chocolate
Alegria acontece
Cantava ele tão ligeiro
Intercavalava o trabalho tanto
Na boca sorriso e canto
Meu vizinho marceneiro


Como se pudesse
Volto no tempo
Olho pela janela
Apenas as casas antigas
As árvores velhas
Bergman sem legenda



O céu está tão azul
Me faz lembrar tua saia
Ele pedia socorro 
Nem com Help foi atendido 
Nem com Beatles burilando ouvidos
Quando finalmente se deu 
Ficou em paz
Havia dormido
Sete linhas no máximo
Reduzir tudo que escrevi
Na linguagem
Do não mais meu tempo


Eu não era assim
Gosto muito de queijo , Bemol também
Tínhamos duas fatias no prato
Uma magrinha , outra gordinha e de cara boa
Dei a melhor pra ele . Nunca  havia feito isto
Sovina era meu normal com Bemol

Ele sempre com os restos
Pela primeira vez

Meu socialismo animal 
Imperou 
E me fez bem

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